CAPÍTULO I “A moral Kantiana carece de um fundamento sólido, pois a Razão Prática e o Imperativo Categórico são suposições injustificadas, infundadas e inventadas (...) numa forma sumamente artificial” Schopenhauer Schopenhauer dedica metade da presente obra por criticar os fundamentos da ética dada por Kant; primeiramente, Schopenhauer elogia Kant por ele ter purificado a ética de todo eudemonismo, ou seja, felicidade; a ética da felicidade era pregada pelos filósofos antigos como Epicuro e Zenão de Cítio: a finalidade da vida humana é a felicidade; já os modernos pregavam uma ética da salvação; e Kant pregava uma ética fundada no dever, no cumprimento da lei moral, que possui sua forma a priori. Segundo Schopenhauer, a moral Kantiana carece de um fundamento sólido, pois a Razão Prática e o Imperativo Categórico “são suposições injustificadas, infundadas e inv...