Filosofia da Linguagem

- A principal temática filosófica do século XX gira em torno das discursões sobre a linguagem. A Epistemologia tradicional era de cunho “critico-cognitivo” quanto a “análise-consciencial” passando à “crítico-cognitivo” quanto a “análise lingüística”.
- A validação da verdade – segundo Apel – não se dá em sentida isolado (cartesiano), nem tão pouco em uma “consciência em geral” kantiana, mas sim “como um problema da formação intersubjetiva de consensos com base em um acordo mútuo lingüístico (argumentativo), esta é a chamada virada lingüística. E esta virada lingüística trás consigo um termo wittgensteiniano chamado “jogo de linguagem público”, que – grosso modo - significa que o conhecimento não se dá em esfera particular do sujeito, mas sim em esfera pública, na convenção coletiva.
A meu ver, o sofista Górgias percebeu as falhas da linguagem nas questões filosóficas ao criticar o Ser de Parmênides dizendo que “brincava com as palavras”, mas em sua época não foi dado tanta importância ao fato dos problemas da linguagem ao ponto de, somente na contemporaneidade, dá-se ênfase aos problemas filosóficos do ponto de vista lingüístico.
Com a virada lingüística a própria linguagem torna-se “autônoma”, a gramática torna-se independente, a realidade passa a ser medida pela linguagem, todo o conhecimento tem de passar pelo crivo da linguagem.
Ainda sobre a virada lingüística, Wittgenstein critica a visão agostiniana da linguagem que defendia as “definições ostensivas” como o único modo de linguagem entre os homens.
A abordagem sintático-semântico deve ser relativizada porque existem não somente um modo de ler o mundo, mas várias formas. Cada cultura possui peculiaridades, por isso, a abordagem relativizada sintático-semântico da linguagem.
Segundo – Apel – o “relativismo pragmático” que Wittgenstein nos informa diz que os jogos de linguagem não estão isolados paralelamente entre si, mas eles estão em constante diálogo, pois toda a tradição anterior formulou uma linguagem lógico-matemática pura.
Ainda, segundo Apel, a nova abordagem da linguagem não deve se acentuar somente na forma da língua (sintaxe), mas também “na estrutura de campo dos conteúdos” (semântica), ou seja, a “lingüística voltada ao conteúdo”.
A relação entre “estrutura de sentido” e “conteúdo vivencial” ou como Hegel diria “espírito subjetivo” e “objetivo”, deve ser relativizada, ou seja, elas estão intimamente relacionadas no círculo hermenêutico, não há como separar conteúdo e forma, pois para dizer a ordem do mundo é necessária uma forma da linguagem.
Wittgenstein critica a visão agostiniana da linguagem que defendia as “definições ostensivas” como o único modo de linguagem entre os homens. A crítica wittgensteiniana diz que – em suma - os homens devem adquirir a capacidade de “jogar jogos”, ou seja, adaptar-se às diferentes formas de linguagem e às diferentes formas de uso da linguagem é o chamado argumento contra a univocidade dos jogos de linguagem.
No “Livro Azul” Wittgenstein argumenta sobre os sentidos de uma palavra dizendo que não há um único sentido possível ao emprego das mesmas, estas idéias corroboram com o que foi dito anteriormente sobre a univocidade dos jogos de linguagem.
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