COMO AS HIDRELÉTRICAS BRASILIERAS INFLUÊNCIAM NO AQUECIMENTO GLOBAL

Num espaço de poucos anos, a mudança global do clima revelou-se um sério problema científico e político. O homem polui o planeta de várias formas e essa poluição gera vários problemas tanto ambientais quanto de saúde pública. Como causa principal, de modo especial no Brasil, temos a questão do desmatamento da floresta amazônica e o caso das hidrelétricas, que é nosso foco principal.
1.1 MADEIREIROS, FAZENDEIROS E SOJICULTORES NA AMAZÔNIA
O atual modelo de exploração da Amazônia é “desprezado” pelas autoridades públicas brasileiras. Este modelo começa com a apropriação indevida de terras públicas devolutas; os madeireiros chegam primeiro e abrem estradas clandestinas e retiram as àrvores de valor comercial e, após, exploram durante anos a área, quando se esgota os recursos, invade outra área e continua o processo.
No segundo momento os fazendeiros colocam fogo n oresto de floresta que sobra para plantar pasto no qual o gado se alimentará. Observe que o gado agride o meio ambiente tanto pelas flatulências, onde liberam metano, quanto pelo pisoteio do solo que causa erosão. Enquanto explora a região o fazendeiro articula politicamente falsas escrituras de terra: isso mostra como o governo brasileiro se preocupa com a questão ambiental; note, também, que no preço da carne que sai da Amazônia não está incluído o valor do prejuízo ambiental causado pelo gado. Não tendo mais utilidade para o fazendeiro à terra explorada, este a vende para um sojicultor que por mais alguns anos “sugará” a vida do solo até virar deserto.
Este modelo de exploração gera muitas riquezas e emprego no seu período dourado, cerca de US$ 100 milhões, e no período de escassez de recursos quando não há mais floresta, cerca de US$ 5 milhões.
O cliclo de exploração da Amazônia é reforçado pelos consumidores das cidades que, até sem saber, compram madeira clandestina financiando o crime organizado de exploração ambiental. O governo até se esforça para evitar invações de terras públicas na Amazônia, mas devido a sua grande extenção esse trabalho torna-se quase impossível, ainda, mais quando não se tem pessoal suficiente.
1.2 HIDRELÉTRICAS E AQUECIMENTO GLOBAL
As hidrelétricas – energia gerada através da água – são a matriz energética brasileira, uma forma eficiente de produzir energia limpa, mas o que é pouco divulgado é quea as hidrelétricas brasileiras contribuem com 4% para o agravamento do efeito estufa, isso divido ao CH4 (metano) produzido no fundo dos reservatórios. Se este esmo gás for devidamente capturado e queimado, pode produzir energia limpa e renavável em grandes quantidades.
Quando a água emerge das turbinas de uma hidrelétrica os efeitos da pressão, temperatura e profundidade causam a liberação da maior parte dos gases dissolvidos na água. Entre esses gases estão o CO2 e o CH4 chamados gases de efeito estufa. O metano também é liberado no percurso da água pelo vertedouro.
As hidrelétricas representam uma preocupação no que se refera ao efeito estufa, devido à emissão desses gases. Apesar de algumas estimativas do impacto das hidrelétricas considerarem desprezíveis as emissões pelas turbinas e vertedouros, deve-se levar em consideração que estas ocorrem muito rapidamente.
O metano presente na água, em uma hidrelétrica, provém das inundações ao redor das margens da represa, que passam pelo processo de decomposição e, nesse processo é liberado na água o metano, que ao passar pelas turbinas é liberado na atmosfera provocando o agravamento do aquecimento global, o que torna a emissão natura desses gás desse gás em um rio sem barragem, insignificante, comparada com a emissão de um reservatório.
Estimativas apresentadas na Tabela 1 indicam que é capaz de aumentar de 30 a 50% a capacidade instalada de hidrelétricas, capturando e queimando apenas as quantidades de metano que são emitidas das jusantes das barragens
Apesar de emissão de CO2 ser relativamente superior a de CH4, este representa maior impacto no efeito estufa por seu menor tempo de permanência na atmosfera. O perfil das emissões em uma hidrelétrica é bastante diferente se comparada a de combustíveis fósseis, para a produção de uma mesma quantidade de energia, entretanto a concentração dos gases emitidos por hidrelétrica é expressiva.
CONCLUSÃO
Barragens hidrelétricas em áreas de florestas podem emitir quantidades significativas de gases de efeito estufa. Só no Brasil, 21,8 milhões de toneladas de metano são geradas anualmente nas hidrelétricas, cerca de 20% da nossa contribuição para o agravamento do efeito estufa. O aproveitamento desse gás “mitigaria os impactos causados pelo homem, como o construção de novos reservatórios grandes, a atual emissão das grandes represas e o uso de combustíveis fósseis insustentáveis e de reservas de gás natura” (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE).
Ivan Lima um dos pesquisadores que descobriu esse fenômeno explica que é possível a captura desse gás produzido nas turbinas e vertedouros, estima que seja possível recuperar por volta de 75% a 88% desse metano. Com essa gás é possível produzir energia limpa e renovável.
A intenção dos pesquisadores é a captura do metano do fundo dos reservatórios e armazenar em tanques, a fim de produzir energia elétrica. Como a atividade despende energia, eles sugerem a utilização da hidroeletricidade no primeiro momento, depois do metano, sendo feito nos períodos noturnos, de menor consumo de energia.
O Brasil é um país privilegiado (e abençoado por Deus) por possuir abundância de água e excelentes pesquisadores capazes de criar soluções para os problemas criados por eles mesmos. Muitos desses problemas ambientais se resolvem com o devido saneamento básico, reflorestamento das cidades, fiscalização das áreas de proteção ambiental, vontade política, redução da emissão de CO2 e CH4, CONSCIENTIZAÇÃO E ACESSO A EDUCAÇÃO – esses dois últimos, tópicos bases para todos os outros.
O aviso é claro: a humanidade terá sérios problemas, a menos que se reduzam drasticamente as emissões de gases estufa. Como disse a rainha beatriz da Holanda (1988), em mensagem de Natal ao povo do seu país: “(...) A terra está morrendo lentamente, e o inconcebível – o fim da própria vida – torna-se concebível. Nós, os próprios seres humanos, somos hoje uma ameaça ao nosso planeta(...) “
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