Proclo: a última voz original da Antiguidade Pagã
Proclo, neoplatônico, é considerado a última voz original da filosofia pagã antiga; ele nasceu em Constantinopla no ano de 410 d. C e morreu 485 d. C. Destacou-se por se aprofundar nas leis que governam a processão da realidade.
Proclo acreditava que para todas as coisas existiam uma lei ontológica que consiste em três momentos:
1º “manência” (moné);
2º “processão” (próodos);
3º “retorno” (epistrophé).
Estes momentos valem não somente para o geral, mas também para os particulares. Se analisarmos estes três momentos, eles regem toda a vida dos homens e dos animais: acreditamos que viemos de algum lugar (permanecíamos contemplando algo), depois nascemos e viemos pra a terra e, por fim, retornaremos de onde saímos. O cristianismo, numa leitura do neoplatonismo, afirma que viemos da Deus, aqui na terra fazemos a sua vontade e ao morrermos retornamos para o Pai.
Em 529 d.C. o imperador Justiniano proibiu os pagãos de fazer qualquer ofício público, manter escolas e ensinar. Esse foi o ano em que definitivamente a filosofia grego-romana é proibida. Em nome do cristianismo a filosofia Greco-pagã foi proibida, mas o seu pensamento ainda dominou por muito tempo, como por exemplo, a cosmologia medieval era toda baseada na cosmologia antiga. Se, atualmente, as ciências têm o livre arbítrio para pesquisar foi por graças à abertura para o questionamento com a filosofia grega. Se o pensamento cristão está vivo até hoje foi porque conseguiram cristianizar o pensamento filosófico pagão grego caso contrário não sustentar-se iam.
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