O QUE É CIÊNCIA AFINAL?


“TEORIAS COMO ESTRUTURAS:


PROGRAMAS DE PESQUISA”




  1. 1. O texto “Teorias como estruturas: programas de pesquisa” de Chalmers in “O que é ciência afinal?” diz que as teorias científicas não são somente simples teorias falsificáveis, mas um todo estruturado. Segundo o texto os relatos indutivista e o falsificacionismo científico são frágeis por não levarem em conta a complexidade das teorias científicas.

2. A principal diferença entre os conceitos das ciências exatas para as humanas está no rigor dos primeiros, os conceitos científicos necessitam de rigor lógico-formal, bem diferente dos conceitos das chamadas ciências humanas que são bem mais amplos. Já que as teorias científicas necessitam ser um todo estruturado seus conceitos, também, necessitam ser rigorosos.


3. À medida que a ciência avança no conhecimento ela cria novos termos e expressões como – para o tempo de Newton – massa, poder, força, campo magnético, campo elétrico, gravidade, etc; para os cientistas formularem novos conceitos eles baseiam-se nos já existentes ou por meio de definição ostensiva que é o aprofundamento do conceito, por exemplo, o conceito de massa, campo gravitacional não se observa a olho nu, mas numa “observação” mais ostensiva. Neste sentido o filósofo Kant dá uma grande contribuição científica definindo o conceito de juízos sintéticos a priori. Os juízos sintéticos a priori são juízos que requerem maior análise e intuição por parte do cientista.


4. Segundo o autor a metodologia do programa de pesquisa científica de Imre Lakatos veio como uma tentativa de aperfeiçoar o falsificacionismo de Popper; segundo Lakatos as teorias possuem em núcleo irredutível que é a essência, o centro da teoria que não poder ser falsificável – heurística negativa -, ao redor deste núcleo irredutível possui o centurião protetor que são as afirmações auxiliares sobre a tese principal que podem ser falsificáveis – heurística positiva.


5. Este modelo lakatusiano deve ser coerente e proporcionar abertura a novas descobertas por isso que Lakatos diz que a teoria psicanalítica de Freud e o marxismo satisfazem a primeira condição, a de ser coerente, mas não seguem a segunda condição de abertura a novas teorias; neste ponto penso que Lakatos se equivoca pois a teoria psicanalítica ao mesmo tempo que é coerente também deixa novos horizontes para outras interpretações.


6. Penso que ao compararmos as novas teorias científicas um fator deve ser lavado em conta: o tempo. Só o tempo e as falsificações das novas teorias podem dizer se são falsas ou possivelmente verdadeiras. Penso que atualmente a ciência se utiliza de vários métodos de pesquisa como o indutivista, falsificacionista, dedutivista, etc, pois, ela não pode se prender a uma única forma de ler a realidade e essa diversidade de métodos enriquece a discursão e o conhecimento a cerca da ciência, do mundo e do homem.


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